20071028
20071026
Será o Cartão de Cidadão (C.C.) constitucional?
Sinceramente, acho que tudo o que retire um pouco de burocracia da vida dos portugueses, é uma coisa boa.
No entanto, quando se mete computadores ao barulho, há determinados aspectos que devem ser acautelados. E é por isso, que a nossa constituição refere no artigo 35º (Utilização de informática), quinto ponto: "É proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos"!
Já ouvi dizer que o Cartão de Cidadão (antigo Cartão Único (C.U.)) não tem nada que se assemelhe a um número único. Tem é lá metidos uma série de números referentes a um conjunto de identificações diferentes. Por isso não é inconstitucional.
Ora bom, mas se olharmos para o Teorema de Enumerabilidade de Gödel, verificamos que o conjunto de números agregados no C.C. podem ser transformados num número único. E isso a meu ver, é inconstitucional.
Se o C.C. substitui o Bilhete de Identidade e os cartões de Contribuinte, Segurança Social e Saúde, vão-me dizer que colocando sequencialmente os números respectivos (de forma a serem lidos de uma só vez), isso não é um número único?
E já que estamos neste espírito de coisas, sempre se podia tatuar esse número no braço. E já agora em código de barras. Para dar mais despacho.
Fico na dúvida é em qual tipo de cruz - ou estrela - que um agnóstico terá de pôr ao peito...
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Rodolfo
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20071022
Chocolatólatra
Sem ti não sei mesmo o que faça,
Sem ti as manhãs são sem graça.
De mau humor fico, se não te vejo!
Ao aproximar-me tenho um desejo,
De com meus lábios tocar em ti,
E com a minha língua te lamber.
Profundamente a minha boca meti,
Pois é grande a ânsia de te comer.
Au naturel, em pé ou sentado,
Ou mesmo deitado num prado,
Quero sentir-te, cheirar-te,
Provar-te, lamber-te toda,
Com vontade, com fervor,
Com uma ânsia que faz dor!
Não te quero pela moda,
Quero-te sim, porque te quero,
E viver sem ti não espero!
À noite sonho contigo,
E de dia é apenas em ti que penso!
(E neste vício não vejo senso!)
Satisfeito, fico apenas quando te como,
Minha querida, minha bela!
Meu doce, meu belo pomo,
Minha deliciosa Nutella!
Rodolfo Matos
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Rodolfo
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20071021
Como fazer sabão a partir do óleo de cozinha
- por Maria Bassi Massulini
Material utilizado
- 5 litros de óleo comestível usado
- 2 litros de água
- 200 ml de amaciador
- 1 Kg de hidróxido de sódio (NaOH) (também conhecido por soda cáustica) em escamas
- 1 balde
- utensílios de plástico ou de madeira para preparar a mistura
- luvas de borracha
- formas para o sabão
Passo-a-passo
1- Pôr a àgua a ferver
2- Colocar a soda em escamas no fundo do balde com muito cuidado.
3- Colocar a água, com MUITO cuidado. Mexer até diluir todas as escamas da soda.
4- Adicionar o óleo cuidadosamente. Mexer.
5- Adicionar o amaciador.
6- Mexer até formar uma mistura homogênea.
7- Colocar a mistura nas formas e esperar que a mistura fica seca.
(Quanto mais tempo o sabão curtir, melhor ele fica. Três meses como mínimo é o ideal para que a mistura não ofereça riscos à pele.)
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20071019
Como fazer tutoriais com o Wink 2.0
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Alicate para bivalves
Usar uma faca para abrir uma ostra? Com os cotovelos para cima, mangas arregaçadas... Convenhamos que não é muito elegante. Elegante seria usar o mesmo movimento de levar a ostra á boca para a abrir. Só com uma mão.

Eu sei, eu sei... é uma ideia fútil. Mas antes tê-las fúteis, que não as ter de todo
...
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20071018
Acerca da inteligência
"Que eu me lembre, não existe uma única palavra nos Evangelhos a louvar a inteligência."
Bertrand Russell
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Três escolas de magia
"Há três escolas de magia.
Primeira: dizer uma tautologia, depois dispor em volta as alterações nos seus corolários; é o que se chama filosofia.
Segunda: registar muitos factos. Tentar estabelecer um padrão. Depois dar um palpite errado sobre o facto seguinte: é o que se chama ciência.
Terceira: ter a consciência de que se vive num universo malévolo dominado pela Lei de Murphy, por vezes compensada em parte pelo Factor de Brewster: é a engenharia."
Robert A. Heinlen, "The Number of the Beast"
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20071017
Será a cura para o cancro uma coisa simples?
Andei para aqui a pensar com os meus botões. A pensar em música. Vai daí - porque tem tudo a ver! - ocorreu-me que uma célula cancerosa deve ser mais densa que uma saudável. Tem a ver sim. Pois quando se está a falar de diapasões, e de ressonâncias... bom...
Ora bom, se orientarmos uma frequência (de ultra-sons?) para uma célula saudável e para uma célula cancerosa, não iremos verificar que elas entram em ressonância com diferentes frequências?
Agora a parte que não tem nada a ver com música: o ser humano já tem incorporado um mecanismo de defesa, em que parte é conhecida vulgarmente por "glóbulos brancos".
Pelo pouco que eu percebi do funcionamento do sistema imunológico, existe um conjunto de "glóbulos brancos" que servem de marcadores, para que outros (os verdadeiros assassinos!), possam eliminar as ameaças ao organismo. No fundo, é um bocadinho como jogar ao "Minesweeper"... põe-se as bandeiras, e avança-se!
Ora bom, o problema do cancro, é que como as células cancerosas pertencem ao organismo, não existe o reconhecimento que "isto não devia estar aqui"...
Mas então, porque é que não se cria um fármaco que ao ser injectado no paciente, actuasse sobre todas as células, mas que só seria activado quando a célula a que estivesse "agarrado" entrasse em ressonância (pela incidência de uma frequência de ultra-sons(?))?
Ou seja, porque é que não se cria um fármaco que fosse como um colar de pérolas, que fosse usado por todas as células do corpo do paciente... mas que este colar quando fosse "abanado" , ficaria estendido, de forma a poder ser lido pelas células NK (Natural Killers), e de modo a que estas tivessem o "conhecimento" que tinham de actuar?
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Rodolfo
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20071016
Porquê?
Na noite de inverno que chora,
Uma figura ao pé de outra, ora.
Um homem na rua pragueja,
Uma mulher da rua boceja,
E na chuva que a todos molha,
Uma criança para tudo olha!
Vê e olha, mas não entende porquê!
"Porquê, o quê?", perguntar-me-ão.
- O de ser este mundo cão!
E de o ser - até eu! - pergunto porquê...
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Rodolfo
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Vida
Uma vela que acende
Um pavio que encurta
Uma luz que alumia
Um tremeluz que esmorece
Uma vida que brilha
Um corpo que enfraquece
Uma alma que sobrevive
Um desejo que subsiste
Uma vontade que não desiste!
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Rodolfo
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