20071114

Human Tetris II

20071108

Simpsonizado...

Fui Simpsonizado aqui...

Já na antiguidade se percebia a alma de Portugal!




"Para lá dos Pirinéus, há um povo que nem se governa nem se deixa governar!"



Alusão do Imperator Caesar Divi Filius Augustus ao povo Lusitano

Reflexão II

 Os Portugueses são:
- aquele povo que diz eternamente "quando isto estiver pronto é que vai ser bonito"!

Pedro Rodrigues (não é famoso, mas para lá caminha)

20071103

Acerca dos governos

“Um governo é como um bebé: tem um grande apetite por uma ponta, e uma grande falta de responsabilidade pela outra”

Ronald Reagan, 1971

Reflexão I

O problema de Portugal, não é a quantidade de individualidades ligadas ao Direito ou às Letras.

O problema reside sim na grande profusão de indivíduos não muito direitos, mas com muita letra…

Tribalismos e Outros Ismos

Costuma referir-se a Batalha de Aljubarrota como sendo o supremo exemplo da valentia portuguesa. O permanecer, heroicamente, contra tudo e contra todos. Enfim. Para mim existe um outro aspecto que tem sido continuamente descurado: a capacidade logística demonstrada por esses valentes de outrora.


Não, não me refiro ao deslocar de alguns milhares de soldados por caminhos que ainda hoje merecem algumas críticas. Sabendo que o papel higiénico só foi introduzido na Europa muito mais tarde, fico perplexo só de pensar na quantidade de couves que foi necessário transportar...


Convenhamos: desse breve, mas glorioso momento, adveio essencialmente o sentimento generalizado que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”! Dito pela grande maioria de alguns que nunca foram além do bairro, quanto mais além-fronteiras.


É curioso como para tudo e para nada as pessoas teimam em se diferenciar. Em se tornar diferentes. Em se juntar aos semelhantes. Seja lá qual for a semelhança.


Diferenciar pela cor, pelo estilo, pela moda, pelo sexo, por ideologia, por crença ou por doença. É normal. Toda a gente o faz.


Ele é branco, o outro é preto. Um é loiro, e ainda outro é ruivo. Acredita na vida depois da morte. Ou não. Defende a partilha de recursos pela comunidade, ou é adepto do consumismo exacerbado.


No meio disto tudo, uma verdade universal sobressai: todos comem. Todos precisam de algum tipo de couve.


O criar hierarquias, é típico de todos os animais com capacidades de criar laços sociais. E no fundo, todos os animais que o conseguem fazer, conseguem também ter atitudes preconceituosas. É a alcateia de lobos que rejeita os filhotes albinos. É o cristão branco que persegue o cristão preto. É a menina que é ridicularizada porque é gorda. Ou magra. Ou baixa. Ou alta. Ou não está na moda. Seja lá o que for.


Diferenciar. Lá terão as suas razões. Medos e opiniões. Ignorância. Ou vontade de se sentir integrado.


Pois é. O sentir-se integrado é importante. O ser aceite. Ser parte da família. Do bairro. Da comunidade. Criar laços e amizades. Ser simpatizante ou filiado. Acólito ou membro de um gangue. Partilhar sonhos e objectivos, horizontes e perspectivas. Partilhar Medos, Barreiras e Obstáculos.


Nem nos apercebemos, mas o próprio facto de usarmos a nossa língua materna para nos expressarmos cria automaticamente conceitos e preconceitos. No entanto, é preciso não esquecer que há uma carga histórica que uma língua carrega nos ombros. Nem sequer me refiro ao vossa mercê, vossemecê, vomecê, você, e todos os outros rituais linguísticos sacrossantos de época, mas sim à memória de todas as judiarias que perpetraram sobre os nossos antepassados.


Herdámos destes os medos, as angústias, as percepções, os limites. Os heroísmos. Os conceitos. As razões de ser. Ou de o não ter. O de viver, ou de por quem morrer.


Mas os tempos mudam. A sociedade evolui. Ou talvez não. Pode-se hoje em dia relativizar o tempo à luz eléctrica, mas é talvez pertinente salientar que já no tempo dos romanos havia fóruns.


Em última análise, uma sociedade nasce e floresce, cresce e é mantida, porque os seus membros colhem dela algum benefício. À partida, em conjunto estão melhores do que sozinhos. E com a evolução da sociedade, a adaptação dos seus membros leva a uma maior integração dos mesmos.


A adaptação leva a essa melhor integração. É por isso que se as zebras têm riscas é para que quando em manada juntas, criem uma ilusão de óptica aos predadores. Para que estes tenham dificuldade em distinguir um indivíduo em particular. E a maioria consiga escapar.


Se o ser humano tem tanta necessidade de se integrar, é porque no fundo tem medo de sozinho não conseguir sobreviver. Ou ter mais dificuldade em o fazer. Tem medo. De dizer não. Ou de dizer sim. De destoar. De ser diferente. Não ser igual. Não ser defendido pelos demais.


Pois bem. Compreende-se. Alguns até aceitam este estado de coisas, este estado de alma, como inevitável. Como sendo por desígnio divino.


Houve é já quem tivesse coragem de dizer que antes só que mal acompanhado.


Coragem para dizer não. Para se assumir como diferente. Ir para lá da igualdade amorfa. Da mediocridade. De voltar a adquirir independência. De ter competências de predador. Predador esse que nunca deixámos de ser. Sempre o fomos. Apesar de “sempre” ser relativo. Esquecê-mo-lo. E deixamo-nos ir na manada. Vamos para onde ela vai. Para onde ela se dirige.


Era uma táctica de caça dos nossos antepassados, isso de dirigir uma manada em pânico para a beira de um abismo.


E se observarmos com atenção o desenrolar dessa táctica verificamos que nunca é aquele que está distante, que ao cair, nos arrasta para o abismo. É quem está próximo.


Por outro lado, ou talvez ainda o mesmo, Júlio César quando foi apunhalado, não o foi por uma turba enfurecida. Foi pelos amigos. E de cabeça fria.

Petróleo consumido neste planeta


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