" O Homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo"
Honoré De Balzac (1799-1850)
" O Homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo"
Honoré De Balzac (1799-1850)
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Rodolfo
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11:21
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Um favor a pessoas nobres
engendra o bem
Um favor a pessoas vis
engendra o mal.
É como a chuva; quando é
a ostra que a bebe,
Sai dela uma pérola,
Quando são as víboras a
bebê-la, sai veneno.
Ali Ibn Abi Tallib
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Rodolfo
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11:14
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se:
1) Os seus colegas são aborrecidos
2) O ambiente é "tóxico"
3) Chega ao fim do dia mentalmente exausto
4) O seu patrão é um pesadelo
5) Olha para o relógio de 10 em 10 minutos
6) Não se sente respeitado
7) Os seus colegas não têm profissionalismo
8) Não existe comunicação eficaz
9) Não se sente valorizado
10) A qualidade de vida é uma ilusão
(Tirei isto de uma revista, mas já não me lembro de qual...
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Rodolfo
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11:06
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Etiquetas: Lições de vida, Reflexões
Pois é. Hoje em dia, o Porto está de novo infestado pelos “moedinhas”. É algo que me faz espécie, isso de a sociedade coexistir com “olhe que o carro ainda aparece riscado”. E as pessoas dão. Pois fica “mais barato” dar a moedinha do que mandar pintar o carro.
Já chateia tentar ir ao Comércio Tradicional(TM) na Baixa, e não se conseguir arranjar lugar para estacionar sem ser pago. E quando se consegue, dá-se ao moedinhas, e ainda por cima é-se rebocado, pois em quase todo o lado existe um daqueles sinais com uma cruz vermelha.
E eu até sou dador de sangue.
Adiante.
Que o Comerciante Tradicional(TM) se queixe que “isto está mal”, até se aceita e compreende. É que convenhamos, bem não está! Mas quando para chegar ao dito estabelecimento após o horário laboral tem de se percorrer centenas de metros debaixo das intempéries – e sempre correndo o risco de ser bombardeado por alguma pomba! - invariavelmente somos confrontados com uma porta fechada. Sim, porque se numa cidade a população activa é pertencente maioritariamente ao sector terciário, até hoje ainda não vi nenhuma loja do Comércio Tradicional(TM) a adaptar o horário de abertura, de forma a permitir que os seus clientes não faltem ao trabalho para lá irem fazer compras.
No meu ponto de vista, quando se abre uma loja, é para vender coisas. Para vender coisas, é preciso ter clientes. E por isso, penso que há apenas uma de duas hipóteses possíveis: agir como uma aranha, ou como um pescador numa traineira.
Passo a explicar: quando digo que uma loja tem a estratégia da aranha ou da traineira, quero eu dizer que
1) ou monta a teia (loja) e espera que a carteira dos clientes lá fique colada
2) vai á cata de um bom cardume de clientes e é lá que lança a rede.
No fundo o Comércio Tradicional(TM) rege-se pela primeira escolha. O que não é de todo ineficiente, pelo menos para as aranhas, visto que elas (as aranhas) andam por aí!
Acontece que, se o objectivo é GANHAR DINHEIRO, essa abordagem está muito dependente de vários factores, mas é óbvio que a quantidade de moscas que passam ao lado da teia não é o fator menos importante. No fundo é a Teoria das Probabilidades a funcionar: quanto mais moscas houver, mas a aranha come...
Um outro pormenor importante é que a aranha geralmente é um bicho muito solitário. Trata do seu próprio sustento, mas na prática está-se nas tintas para as outras aranhas.
Bom, acontece que um pescador de alto mar, apesar de ter uma existência mais arriscada, ou talvez por causa disso, tem de depender de terceiros para conseguir o seu sustento. Tem de aprender a trabalhar em equipa, em exercer trabalho colaborativo com outros com interesses similares.
E quando funciona, vêm com um barco cheio.
Ora bom, dito isto, fico a pensar que realmente a sociedade no seu todo está infestada com uma praga de “insert-coins”! Não só nos moedinhas que se vêem na rua, mas sim em todos aqueles que acham que só por abrirem um estabelecimento, só por terem estudado algo, só por trabalharem para o Estado, só porque têm vícios, só porque isto e só porque aquilo, só por existirem, têm direito a uma “moedinha”.
É o subsídio para isto, é o apoio para aquilo, e é porque sim...
Geralmente as pessoas são muitos ciosas, muito egoístas, muito desconfiadas, quando o assunto é como ganham o seu dinheiro. Então porque se queixam? Os dedos de uma mão isolados são fracos, mas juntos fazem uma mão que pode mover montanhas.
Acontece que a “Sociedade Como A Conhecemos”, é essencialmente o culminar da Era Industrial. Isto quer essencialmente dizer que toda a Sociedade evoluiu em torno das capacidades de “inovação” tecnológica que permitiram criar “bens de consumo” e levá-los às massas.
Bom, as formigas também criam formigueiros impressionantes, e aparentemente as formigas até são menos inteligentes que a maioria das pessoas. (Nota para mim: lembrar-me de tirar isto a limpo...)
Um formigueiro é em si mesmo uma Inteligência Colectiva. De algum modo, todas as pequenas formigas são um pequeno neurónio de um intelecto superior.
Os Seres Humanos não se dão conta, mas fazem também parte de uma Inteligência Colectiva. Em abono da verdade, as formigas também não devem dar conta da “verdade maior” da sua sociedade.
Acontece que como em qualquer organismo multicelular, o que interessa para o organismo é a estabilidade, pois é do interesse do conjunto em “viver” o mais tempo possível.
Ora bom, então se olharmos a Sociedade como sendo uma Inteligência Colectiva, percebemos que viver em sociedade até pode ser o “comer bem, vestir decente e habitar seguro”, mas que se está sujeito ao “salve-se quem puder” proverbial quando alguma catástrofe acontece, pois o que prevalece é o “mal menor”.
“Não pense no que o seu País pode fazer por si, pense sim no que pode fazer pelo seu País!”
Basicamente: “When shit happens, clean it up yourself!”
A meu ver, isto quer dizer apenas uma coisa: que a Sociedade não prepara os seus indivíduos de forma a serem autónomos e auto-suficientes, pois isso seria tornar toda a estrutura social mais fraca.
E é tão simples quanto isto: vivemos numa Sociedade de Consumo. Isto quer dizer que para nela viver, tem de se ter dinheiro. Sem dinheiro não se vive, não se come. Não se pode aprender a pescar sem dinheiro, pois tem de se pagar as propinas.
Acho muito curioso que em lado nenhum no Ensino Oficial se ensine a ganhar dinheiro, mas em todo o lado existe indicações de como gastá-lo!
Em última análise, o objectivo último de se investir “tantos” recursos da Sociedade no ensino das novas gerações, nas suas qualificações, nas suas aptidões, é ganhar dinheiro. NÃO é “ter um bom emprego”! É sim GANHAR DINHEIRO!
O problema do indivíduo como ser social, é que o todo vai óbviamente educá-lo “a jogar á bola em equipa”, a ter uma boa profissão, para poder ter um bom salário, para poder gastar muito, e assim dar o seu contributo para a Sociedade.
Desculpem-me lá, mas acho que a Educação não é só isso! O indivíduo tem de ser respeitado, tem de se lhe dar ferramentas para se defender!
E acho que começa pela disseminação de uma ideia muito simples:
a Educação que é realmente útil para viver em Sociedade deve ser tratada em 3 diferentes vertentes:
1) Educação académica
2) Educação profissional
3) Educação financeira
Toda a gente reclama que a Educação Académica só muito raramente prepara para a vida profissional.
Mas ninguém fala na Educação financeira.
E é nesse ponto que a maioria das pessoas é extremamente inculta, ou mesmo analfabeta!
Quando se tem uma promoção o que acontece? Carro novo ou casa nova. Se se vive com necessidades, com o Ordenado Mínimo ou pouco mais que isso, qual é o telemóvel que se tem no bolso?
Ou seja, durante a maior parte do tempo em que se tem uma vida activa, usou-se os recursos árduamente ganhos com o suor da testa para adquirir bens de consumo que não dão nenhum retorno. Isto tudo é um pouco como a história da “Cigarra e da Formiga”, não é? Compra-se o plasma a prestações, compra-se o carro, a casa, mobila-se com tudo do bom e do melhor, e fica-se a pagar uns 40 anitos. Coisa pouca. Ah, e como o carro é caro, junta-se a prestação à da casa...
Enfim, a reforma é aos 65, 70... qualquer coisa como isso.
Oh gentes da minha terra!!!
(Aqui até diria “Pelo Amor de Deus” se não fosse Agnóstico!)
Acordem!
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Rodolfo
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14:46
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Etiquetas: Opiniões