20090128

Frangos 20090128

THE STORY OF STUFF | A HISTÓRIA DAS COISAS

20090127

Anonimato

Anónimos sinónimos de cara cinzenta,
Porque me olham com tanta indiferença?
Anónimos homónimos de cara cinzenta,
Porque não vêem em mim diferença?
Anónimos sinónimos de cara cinzenta,
Porque optam por não me ver sorrir?
Anónimos homónimos de cara cinzenta,
Porque não sorriem ao me ver partir?
Anónimos sinónimos de cara cinzenta,
Se eu parto e não notam, que diferença faço?
Anónimos homónimos de cara cinzenta,
Se fazem por isso, pouca diferença noto!
Anónimos sinónimos de cara cinzenta,
Serei eu assim, também um de vós,
Anónimos homónimos de cara cinzenta?
É que a quem se aproxima de nós,
Anónimos sinónimos de cara cinzenta,
A todos dizemos que nem um sorriso temos!
Anónimos homónimos de cara cinzenta,
Porque é mesmo que fingimos que não vemos?

Quem?

Que terei eu na idade de receber?
Que terei eu de boas recordações?
Quantas delas serão antes más?
Que terei eu na idade de dizer não?
Quantas incertezas deixarei para trás?
Que terei eu na idade de mal ver?
Que terei eu, cem corações?
(Quem terei eu a quem dar a mão?)

History of the Internet

20090126

Perspectivas I

Ontem fui abordado na rua por um fulano que começou com o seguinte discurso:
- Amigo, olha, vou ser sincero, falta-me 1 euro para a minha dose. Não mo podias arranjar?
Ao que eu respondi:
- Não, não tenho dinheiro comigo!
Nessa altura ela olha para mim de alto a baixo e diz:
- E não podias ir levantar?!?!?

20090120

God & The Universe: behind the Big Bang and other stuff

God & The Universe... it sounds a bit like the name of a garage band, doesn't it?

Imagine that in the beginning there was nothing. REALLY nothing. No energy, no masses, no things lying around, no rules. Absolute nothing (more or less like "Absolutely Fabulous..." :P )
Just imagine, that from nothing appeared something. A particle. Since there is no rules yet, no time, no space no nothing, then the particle would create itself the rules needed for it, namely: space (probably 3D coordinates in Cartesian coordinates, since it's the simple thing that Nature can use)... since there is no time, the particle can disappear and appear somewhere else, thus creating a relation between two particles, that are in fact just one. Time is still a no-no, remember.

If that is the case, in a infinitude of time that does not exist (I know, this seems contradictory, but think it through...), the particle can iteratively appear in several places, that way creating some sort of mass.

Think on that mass like like marbles in a glass bowl, or even a bowl of spaghetti.

Now my idea is this: if you look outside the bowl, and take a picture of what you see in the glass bowl, you'll get a photo of some wavy lines, with some lines looking that are going away, others approaching and the like (since you're representing in a 2D representation something that really exists in 3D "behind the camera"!)

So, what would you "see" in your photo? If what is "real" exists in 3D, then we have something like 6 different kind of particles (-x,-y,-z,+x,+y,+z), BUT since we're "taking a photo", the coordinate that is perpendicular to our photo should not appear in our universe, i.e., the most common sub-atomic particles in our Universe should be exactly 5!

Now, go to Wikipedia and see how many quarks there are... :-P

It shows that I'm a true nerd, doesn't it show? :-P

That's what happens when I don't anything to read in the W.C. ... :-D

20090113

Reflexão V

"O homem realmente culto não se envergonha de fazer perguntas aos menos instruidos"

Lao Zi

20090106

Manifesto da Responsabilização Democrática

Apesar da boa vontade, todos os partidos políticos, independentemente da ideologia que pretendem seguir, facilmente vão cair no "mais do mesmo". E a razão é simples: a estrutura usada por todos é a de uma estrutura que vai ter de se subjugar às regras (políticas) vigentes. Ou seja, tem de entrar no jogo político para que alguns eleitores lhes dêem a responsabilidade de escolher por eles durante um determinado periodo. Creio que sucintamente é apenas isso. Um partido político, tenta então arranjar técnicos competentes para exercer uma determinada função, desresponsabilizando os eleitores do processo. E estes podem, no fim, repetir o voto de confiança. Ou não.

O que se passa é que "nos entretantos", o povão desliga. Afinal sempre é mais interessante ver futebol. E é mais imediato.

Sugiro uma abordagem diferente já que se está na onda das novas tecnologias: imaginem que existe um sistema de "Deputados Virtuais (DV)". Esses deputados, ocupam lugar, MAS têm uma inteligência colectiva. Aliás SÃO apenas uma inteligência colectiva!

Ou seja: Num site, todos os eleitores/votantes que elegeram um determinado deputado, têm a possibilidade de contribuir DIA APÓS DIA com um SIM/NÃO em TODOS os votos em que o DV participar, e o voto desse DV é simplesmente a média ponderada dos votos dos eleitores.

O que é que os eleitores beneficiam? Bom, divide-se o ORDENADO do DV pelo nº de votos e pelo nº de votantes participantes. ISSO cria uma estrutura muito parecida com a Bolsa de Valores ou qualquer sistema de apostas, que são conhecidos por serem inteligências colectivas muito mais eficientes do que um mero técnico uni-cerebral... :-P Além disso, cria um sentimento de "Responsabilização Democrática". Ah, e também pôe os restantes deputados REAIS de sobreaviso... (ou portamo-nos bem, ou ainda somos substituidos...)

E quem diz deputados...

O Ensino Útil para quem vive numa Sociedade de Consumo

Pergunta: Se o cérebro de uma pessoa for um conjunto de páginas em branco, e se passarmos a vida a encher essas páginas de conhecimentos, como fazemos que essas páginas se tornem tão úteis como uma enciclopédia?
Resposta: Ensinamos a criar um ÍNDICE!

Penso que se deu demasiado ênfase ao ensino da matéria A, B, C, etc. E esqueceram-se completamente da INTEGRAÇÃO dos conhecimentos. Não existe um fio condutor. Para além disso, se o que se pretende é criar cidadãos que saibam ser realmente produtivos, talvez se devesse largar a estrutura do ensino da era industrial e pensar um bocadinho no que é uma sociedade nos dias de hoje!

Essencialmente, numa sociedade de consumo, o que interessa é ganhar dinheiro para viver. E o que se ensina é: é preciso trabalhar para viver. Não se ensina que se pode ganhar a vida sem trabalhar :) (Parece que estou a brincar, não é?) Isso pode ser feito essencialmente de duas maneiras: tendo dinheiro a trabalhar por nós, ou tendo negócios a trabalhar por nós. (Exemplos: acções, títulos, obrigações, mercados de capital, fundos mútuos, imobiliário arrendado, direitos (livros, música, software) licenciamento de ideias...) Onde é que se ensina a "brincar" com essas coisas?!?!

É curioso que todo o ensino é feito para criar novas gerações de trabalhadores qualificados (para trabalharem para conta de outrém...)... E seria tão simples criar novas disciplinas para ensinar a ganhar dinheiro em vez de ser a trabalhar... Afinal não há isso agora dos "Tempos Livres"???

Petróleo consumido neste planeta


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